Grafite é o nome dado às inscrições
feitas em paredes. Considera-se grafite uma inscrição caligrafada ou um
desenho pintado ou gravado sobre um suporte que não é normalmente previsto para
esta finalidade, como um muro por exemplo. Por muito tempo visto como um ato de
“marginal”, atualmente o grafite já é considerado como forma de expressão
incluída no âmbito das artes visuais, mais especificamente, da street
art ou arte urbana - em que o artista aproveita os espaços públicos,
criando uma linguagem intencional para interferir na cidade. Entretanto ainda
há quem não concorde, comparando o grafite com a pichação. Normalmente
distingue-se o grafite, de elaboração mais complexa, da simples pichação,
quase sempre considerada como contravenção. A partir do movimento contracultural
1968, quando os muros de Paris foram suporte para inscrições de
caráter poético-político, a prática do grafite aumentou pelo mundo, em
diferentes contextos, tipos e estilos, ganhando status de verdadeiras
obras de arte. Os grafites podem também estar associados a diferentes
movimentos, como o hip-hop. Com seus sprays, estênceis e idéias, os
grafiteiros podem ser o terror ou a alegria da paisagem urbana.
Desde que
se constituiu como arte jovem nos anos 60, a forma do grafite tem criado
polêmicas, porque nasceu clandestino e perseguido e conquistou espaços,
aceitação e reconhecimento artístico ao longo das décadas. a versão de grafite
atual é uma das heranças ideológicas da Pop Arte e começou a surgir no fim da
década de 60 e começo da de 70 nas ruas
da Filadélfia e de Nova Iorque. Muros públicos, fachadas de edifícios e trens
do metrô viraram espaço de disputa entre adolescentes que queriam deixar suas
marcas nas cidades ou expressar sua insatisfação com a sociedade a sua volta. O
que começou como simples assinaturas, consideradas pichações e vistas como ato
de vandalismo, evoluiu para pinturas gigantescas, algumas vezes incentivadas
pelo poder público, que tornam a paisagem urbana colorida.
Fonte: UOL